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Intestino: o segundo cérebro do corpo humano

Você sabia que o intestino é considerado o “segundo cérebro” do nosso organismo? Localizado dentro da sua cavidade abdominal, o órgão mede cerca de 6 a 8 metros, abriga uma população de aproximadamente 30 trilhões de bactérias – três vezes mais que o número de células humanas. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que o órgão era responsável apenas pela absorção de nutrientes. Mas isso mudou.

O intestino humano agora é reconhecido como um órgão inteligente por conter um número semelhante de células nervosas ao da medula espinhal (cerca de 100 milhões) e por executar função independente de comandos vindos do cérebro, produzindo um eixo de comunicação entre eles.

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Em seu livro “O Discreto Charme do Intestino – Tudo Sobre Um Órgão Maravilhoso”, a cientista alemã Giulia Enders explica como as boas descobertas correlacionadas ao intestino se concentram na quantidade, qualidade e diversidade da população astronômica de bactérias, chamada de microbiótica ou microbiota, que vivem por lá. “Elas ajudam na digestão dos alimentos e na defesa imunológica do nosso sistema, mas em 2013 uma pesquisa da Universidade da Califórnia mostrou que, além disso, as alterações no sistema digestivo provocam mudanças no cérebro, as quais desencadeiam respostas diversificadas de comportamento, percepção da dor e emoções”, cita.

O intestino é o responsável quase que exclusivo pela produção da serotonina, hormônio que dá sensação de prazer e felicidade. Pesquisas recentes comprovam a necessidade de um bom funcionamento intestinal na contribuição da cura desta doença. “Talvez, no futuro, os antidepressivos possam ser comprados no supermercado, na forma de iogurte”, afirmou o neurocientista brasileiro Gilliard Lach.

De acordo com Giulia Enders, ansiedade, noites mal dormidas e estresse também podem ser melhorados turbinando esses inquilinos do corpo. “A conexão cérebro-intestino é uma via de duas mãos. Da mesma forma que o sistema digestivo tem direta influência nos acontecimentos do nosso cérebro, o caminho oposto também ocorre: uma pessoa estressada e ansiosa tem maiores chances de ter alguns desarranjos intestinais”, escreve.

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Ela também lembra pesquisas recentes, que ainda necessitam de mais testes, mostrando a relação de que pessoas com autismo, Parkinson, Alzheimer, obesidade e câncer possuem uma seleção diferente de microrganismos no intestino. Resta saber se esta diferença na população de bactérias é a causa ou mera consequência dessas doenças.

Diante de todas estas informações, como posso ter uma boa flora intestinal? A escritora dá a resposta em três fatores, confira:

Alimentação balanceada, rica em alimentos como aveia, aipim, arroz integral e linhaça que são fundamentais para a saúde intestinal.
Prática de atividade física que ajuda a melhorar o tônus muscular pélvico (Joseph Pilates devia saber desta outra importante função do assoalho pélvico) e abdominal, facilitando o peristaltismo e a expulsão do bolo fecal.
Evitar o uso excessivo de antibióticos, que desequilibram a microbiótica, deixando-nos mais propícios a infecções ou às doenças citadas acima.

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